Concluída a primeira etapa do seminário saúde indígena ‘um sasiSUS para o bem-viver’ na região norte

Reprodução: Foto/MS

A Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai) finalizou na última sexta-feira (21/03) a primeira fase do Seminário Saúde Indígena: ‘Um SasiSUS para o Bem-Viver’ na Região Norte. O evento, que contou com a participação de mais de 300 pessoas, teve como objetivo principal a atualização da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI) e o fortalecimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).

Durante o seminário, que reuniu profissionais de saúde, gestores, lideranças indígenas e usuários do SasiSUS, foram discutidas questões cruciais para melhorar a atenção à saúde indígena. Entre os tópicos abordados, destacaram-se a integração das medicinas tradicionais indígenas ao SasiSUS, a adaptação dos modelos de atenção primária às particularidades regionais, a capacitação para uma gestão participativa, e o fortalecimento das ações de saneamento, saúde preventiva e educação.

Milena Kanindé, chefe de gabinete da Sesai, ressaltou a importância do evento, afirmando que “a participação ativa das lideranças e profissionais de saúde foi fundamental para fortalecer o SasiSUS e garantir um atendimento mais eficaz e respeitoso às realidades indígenas”.

Região Norte dividida em duas etapas

A Floresta Amazônica, rica em biodiversidade e diversidade cultural, foi o cenário escolhido para a realização deste seminário. Para garantir a ampla participação de todas as comunidades, a comissão organizadora dividiu o evento em duas etapas: Norte I e Norte II. A primeira etapa envolveu 11 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) da região.

O evento foi marcado por intensas trocas de experiências e pela reafirmação da identidade cultural dos povos indígenas da Amazônia. Durante os quatro dias de seminário, os representantes dos DSEIs discutiram temas vitais para a saúde indígena, com o protagonismo das comunidades sendo fundamental para os debates.

Kleber Karipuna, liderança indígena e coordenador-executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), destacou que o seminário reforça a importância de colocar os povos indígenas no centro das decisões políticas. “Nós, indígenas, conhecemos as dificuldades que enfrentamos em nossos territórios. Ouvindo nossas vozes, podemos construir políticas públicas que respeitem nossas especificidades culturais, geográficas e sociais”, afirmou.

Próximos passos

Após o sucesso da primeira etapa, a expectativa é que a fase Norte II contemple as demandas de outros 9 DSEIs da região. O seminário já passou por outras regiões do Brasil, como o Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, consolidando um processo de construção coletiva para aprimorar a política de saúde indígena no país.

A secretária-adjunta da Sesai, Lucinha Tremembé, enfatizou que o seminário é parte de um processo contínuo. “O seminário não termina aqui. Levaremos os aprendizados dessa fase e seguiremos fortalecendo as discussões na próxima etapa. Atualizar a política nacional é um processo contínuo, que exige escuta e participação ativa dos povos indígenas”, concluiu.

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